Médica geneticista

Horário Funcionamento:
de segunda à sexta das 08h às 21:30h,
e sábado das 8h às 18h

Eu, Mariana de Carvalho Moreira, médica especialista em Genética Médica pelo Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo me proponho a diagnosticar e aconselhar os pacientes com doenças raras e hereditárias. 

        O ambulatório de Genética Médica visa prevenir e aconselhar os pacientes com doenças hereditárias na família. 

     Dentre as doenças mais prevalentes da atualidade, responsáveis pela morbi-mortalidade estão as doenças cardiovasculares/ cerebrovasculares  e neoplasias, principalmente a neoplasia de mama em mulheres no pós- menopausa. 

     Consideramos a importância de estratificar pacientes com neoplasias em idade precoce e avaliar ainda outras síndromes como Cowden, Li- Fraumeni, neoplasias endócrinas múltiplas (MEN II), síndrome do câncer colorretal que compreende a polipose adenomatosa familiar (PAF)/ polipose familiar juvenil/ a síndrome de Peutz- Jegher e a não polipose representado pelo câncer de colorretal hereditário não polipose (HNPCC) ou síndrome de Lynch. Além dos cânceres de próstata hereditários, os do trato gastro- intestinal e renal.

O câncer é considerado hoje uma das maiores causas de morte no mundo e é considerada uma doença genômica, surgindo como consequência de alterações cumulativas no material genético (DNA) de células normais que sofrem transformações até se tornarem malignas.

    As síndromes de câncer hereditário são afecções genéticas, nas quais neoplasias malignas tornam-se mais prevalentes em indivíduos de uma mesma família. São apenas 10% das neoplasias mais comuns. Elas ocorrem de uma geração para outra por padrão de herança mendeliana bem definida, em geral autossômico dominante, ou seja, 50% de risco de transmissão para a prole em cada gestação, independente do sexo.

   Essas síndromes apresentam elevada taxa de penetrância: o indivíduo portador da mutação tem um risco elevado de desenvolver lesões associadas a síndrome durante toda a vida. Algumas características estão associadas ao câncer hereditário idade precoce ao diagnóstico, mais de uma neoplasia/ sítio primário em um mesmo indíviduo, vários membros de uma mesma família apresentando a mesma neoplasia ou neoplasias relacionadas e múltiplas gerações acometidas. 

      A genética médica abrange inúmeras áreas, dentre elas: as doenças neuromusculares como as distrofias, amiotrofias, neuropatias e ataxias. Erros inatos dos metabolismo como as mucopolissacaridoses, glicogenoses, Doença de Gaucher, Doença de Fabry entre outras. Dismorfologia, incluindo síndromes monogênicas e as trissomias mais comuns- Down, Edwards e Patau- relacionadas ao aumento da idade materna. Pesquisa de infertilidade e abortos recorrentes. Displasias ósseas e cranioestenoses que podem ter relação com o aumento da idade paterna. 

     Interessante ainda seria pesquisarmos dislipidemias familiares em pacientes com parentes de primeiro grau e várias gerações com IAM e AVC em idade precoce (<40 anos), para prevenir doenças cardiovasculares e morbi- mortalidade nesses indivíduos. Sendo as doenças cardiovasculares e metabólicas também fatores de risco para neoplasias no futuro.

 Os tipos mais comuns de testes genéticos são: 

1- Testes de diagnóstico
Confirmam ou excluem uma doença genética em uma pessoa que já apresenta sintomas, ou seja, que já está doente. Os resultados podem ajudar a identificar características específicas da doença para, a partir daí, ser avaliado o melhor tratamento, o exame mais conhecido para diagnosticar anomalias cromossômicas é o cariótipo

2- Testes preditivos ou pré-sintomáticos

•  São feitos em pessoas saudáveis com histórico familiar de doenças genéticas hereditárias que buscam saber se portam as alterações genéticas relacionadas à enfermidade. Os exemplos mais conhecidos são doenças neurológicas que passam de geração em geração, em sua maioria sem cura. O exame pode identificar ainda a predisposição para determinadas doenças. Nesses casos, mudanças nos hábitos de vida, medicamentos específicos e intervenções cirúrgicas podem ajudar a reduzir os riscos de desenvolvê-las

3- Testes de portador
Pode ser realizado por homens e mulheres que desejam ter um filho e querem verificar se algum é portador de uma doença genética presente na família, mesmo que não tenham a enfermidade. O exame indica se a doença está nos seus genes e quais são as chances de transmiti-los aos descendentes, como análise molecular de determinados genes

4- Testes de rastreio
Conjunto de exames realizados na população para detectar precocemente a presença de problemas genéticos específicos. Um exemplo é o Teste do Pezinho, realizado em recém-nascidos, que pode indicar doenças tratáveis quando o problema é identificado antes do aparecimento dos primeiros sintomas de erros inatos do metabolismo. Trazido ao Brasil pela APAE (Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais) em 1976, o exame de triagem neonatal é obrigatório e gratuito no país desde 1992. Atualmente, a versão básica do teste, oferecida na rede pública de saúde de todo o país, detecta seis doenças: fenilcetonúria, hipotireoidismo congênito, fibrose cística, anemia falciforme, hiperplasia adrenal congênita e a deficiência de biotinidase. As duas últimas da lista foram incorporadas ao teste em novembro de 2013. 

     Na rede privada, a maioria das maternidades oferece o teste ampliado, que na versão conhecida como “mais” diagnostica mais quatro doenças, além das mencionadas na versão básica: deficiência de G6PD, galactosemia, leucinose e toxoplasmose congênita. Há ainda o teste Super, que é capaz de detectar até 48 patologias. Esse último chega a custar R$ 425.

O câncer é considerado hoje uma das maiores causas de morte no mundo e é considerada uma doença genômica, surgindo como consequência de alterações cumulativas no material genético (DNA) de células normais que sofrem transformações até se tornarem malignas.
As síndromes de câncer hereditário são afecções genéticas, nas quais neoplasias malignas tornam-se mais prevalentes em indivíduos de uma mesma família. São apenas 10% das neoplasias mais comuns. Elas ocorrem de uma geração para outra por padrão de herança mendeliana bem definida, em geral autossômico dominante, ou seja, 50% de risco de transmissão para a prole em cada gestação, independente do sexo.
Essas síndromes apresentam elevada taxa de penetrância: o indivíduo portador da mutação tem um risco elevado de desenvolver lesões associadas a síndrome durante toda a vida. Algumas características estão associadas ao câncer hereditário idade precoce ao diagnóstico, mais de uma neoplasia/ sítio primário em um mesmo indíviduo, vários membros de uma mesma família apresentando a mesma neoplasia ou neoplasias relacionadas e múltiplas gerações acometidas.
A genética médica abrange inúmeras áreas, dentre elas: as doenças neuromusculares como as distrofias, amiotrofias, neuropatias e ataxias. Erros inatos dos metabolismo como as mucopolissacaridoses, glicogenoses, Doença de Gaucher, Doença de Fabry entre outras. Dismorfologia, incluindo síndromes monogênicas e as trissomias mais comuns- Down, Edwards e Patau- relacionadas ao aumento da idade materna. Pesquisa de infertilidade e abortos recorrentes. Displasias ósseas e cranioestenoses que podem ter relação com o aumento da idade paterna.
Interessante ainda seria pesquisarmos dislipidemias familiares em pacientes com parentes de primeiro grau e várias gerações com IAM e AVC em idade precoce (<40 anos), para prevenir doenças cardiovasculares e morbi- mortalidade nesses indivíduos. Sendo as doenças cardiovasculares e metabólicas também fatores de risco para neoplasias no futuro.

5- Diagnóstico pré-natal.  Feito no feto, nos casos em que existe o risco de o bebê apresentar genes associados a deficiência intelectual, mal formações congênitas e que podem diagnosticar ou prever doenças cromossômicas. 

    São alterações na estrutura ou no número de cromossomos, que podem levar a condições como a síndrome de Down. Muitos desses testes são realizados no feto, durante a gravidez, como cariótipo da amniocentese, cordocentese e biópsia de vilo coriônico.

6- Doenças monogênicas ou hereditárias
Já se conhecem mais de 5 mil doenças, em sua maioria ainda sem cura, provocadas pela alteração em um único gene. Exemplos são a doenças neurodegenerativas como distrofias, amiotrofias e ataxias, diagnosticadas por PCR e análise molecular dos genes envolvidos. E doenças genéticas complexas que são multifatoriais e poligênicas,  causadas por mutações em diversos genes e também pela influência de fatores ambientais. Entre os exemplos estão o diabetes e muitos tipos de neoplasias.  

     Outros exames utilizados para os diagnósticos genéticos ainda incluem:

– CGH-Array ou Hibridação genômica comparativa baseada em microarranjos

Este exame consiste da técnica de que permite estudar todo o genoma humano de uma só vez, identificando ganhos (duplicações) e perdas (deleções) de segmentos cromossômicos, deleções e duplicações afetando  genes  sabidamente  associados  a  doenças  genéticas e áreas de perda de heterozigosidade maiores causadas por dissomia unipariental.  

O CGH-array detecta alterações que não são vistas no cariótipo convencional, e é o teste oficialmente indicado pela Academia Americana de Genética no estudo de crianças e adultos com suspeita de síndromes genéticas, atraso do desenvolvimento neuropsciomotor e autismo

– MLPA

É realizada pelo método de MLPA (Multiplex Ligation-dependant Probe Amplification), que permite, em uma reação, a análise de deleções e duplicações em várias regiões simultaneamente, não necessitando de cultura de células. 

   Este método não detecta euploidias ou alterações estruturais, como translocações equilibradas, inversões ou inserções. 

1. Painel subtelomérico (TCM SUB) 2. Painel microdeleções (TCM MIC) 3. Painel Autismo (TCM AUT) 4. Painel Aneuploidias (TCM ANE)

• FISH: Mais recentemente, foram desenvolvidos testes moleculares como, por exemplo, a hibridação in situ por fluorescência (FISH) que permite a análise de anomalias cromossômicas específicas já conhecidas. Por meio desse teste, em 72h obtém-se uma avaliação das alterações cromossômicas mais comuns no pré-natal, como: trissomia 21, trissomia 13, trissomia 18 e alterações numéricas do cromossomos sexuais. 

Além dos exames citados acima mais conhecidos, ainda temos o sequenciamento do Exoma que é indicado quando a história clínica, os achados do exame físico e a história da família sugerem uma possível origem genética. Em alguns casos, o paciente já pode ter passado por extensa e exaustiva investigação laboratorial, incluindo outros testes genéticos prévios. Em outros, o médico pode optar pelo sequenciamento no início da investigação. As aplicações clínicas são amplas e variáveis, a exemplo de:

• Doenças cardíacas como distúrbios eletrofisiológicos (síndrome de Brugada, QT longo), cardiopatias congênitas e miocardiopatias familiares

 • Alterações neurológicas como déficit cognitivo, autismo, ataxias hereditárias, paraplegia espástica, neuropatias hereditárias, miopatias/distrofias musculares

 • Síndromes de predisposição a câncer (câncer de mama e ovário associados aos genes BRCA1 e BRCA2,TP53 e CHEK2, melanoma hereditário, esclerose tuberosa, xeroderma pigmentoso, neoplasia endócrina múltipla e anemia de Fanconi)

 • Erros inatos do metabolismo

 • Displasias esqueléticas

 • Síndromes dismórficas e malformações congênitas

 • Imunodeficiências primárias

 • Doenças mitocondriais (mitocondriopatias)

 • Surdez 

Diante do aumento global da incidência de doenças cardiovasculares e cânceres e da importância dos temas, devemos prevenir essas doenças nos demais membros da família e estratificar risco futuro na prole.

A identificação do risco aumentado para determinadas doenças pode levar a decisões importantes, como mudar hábitos, reforçar o acompanhamento clínico ou até mesmo tomar medidas extremas como cirurgias para retirada de órgãos para prevenir o aparecimento de doenças no futuro.

Dra. Mariana Carvalho
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